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Tratamento do Refluxo Gastroesofágico
O tratamento clínico inclui a utilização de medicamentos, a correção do hábito alimentar, a perda de peso e a não utilização de álcool, tabaco e drogas antiinflamatórias rotineiramente. O tratamento clínico eficaz é sempre a primeira abordagem da DRGE.
Portanto, é necessária a combinação de uma dieta hipocalórica adaptada para a esofagite e programa de exercícios físicos que irão promover maior perda de gordura intra-abdominal especialmente nos pacientes obesos. Igualmente para redução do refluxo a cabeceira da cama deve ser elevada cerca de 20 cm.
O tratamento medicamentoso do DRGE é realizado com fármacos denominados de Inibidores da bomba de Prótons que tem demonstrado um grande resultado na diminuição dos sintomas quando utilizado por 4 semanas.
Infelizmente a terapêutica médica do refluxo não é a ideal, pois 40% dos pacientes têm a recidiva dos sintomas. Em todos os pacientes em que as medidas gerais são executadas ou realizadas sem sucesso, deve-se aprofundar a investigação além da endoscopia digestiva alta com os exames de RX contrastado de esôfago, Phmetria de 24 horas com um ou dois canais na presença de tosse crônica e manometria esofágica para avaliar a integridade do esfíncter esofágico inferior. Em situações crônicas a mucosa do terço distal do esôfago pode ser alterada pela exposição continuada por ácido. Esta doença denomina-se de doença de Barrett que já é considerada uma DRGE avançada, o que exige cuidados especiais, pois se trata de uma patologia considerada pré-neoplásica.
O tratamento cirúrgico é a última opção daqueles pacientes que sofrem do DRGE crônico, que não tem respostas a todas as medidas clínicas adequadas no longo prazo e que tem a recidiva dos sintomas de forma rotineira, em geral associado a complicações como úlceras esofágicas, sangramentos, estenose, tosse crônica, asma brônquica, regurgitação noturna e doença de Barrett.
A indicação do tratamento cirúrgico é sempre realizada após a avaliação de uma rigorosa história clínica, estudo endoscópico, RX contrastado do esôfago, Phmetria de 24 horas e manometria esofágica.
A presença dos sintomas clássicos do DRGE, estudo endoscópico patológico, Phmetria de 24 horas alterada, hipotonia do esfíncter esofágico inferior com ou sem a concomitância de hérnia hiatal em geral são as condições prévias do tratamento cirúrgico.
Tem como objetivo a confecção de uma válvula ao redor do esôfago, através de várias técnicas que reconstituem a integridade fisiológica do esfíncter esofágico inferior (técnica de Nissen-Rossetti e técnica de Lind).
Graças ao fantástico avanço tecnológico ocorrido com o advento da vídeolaparoscopia, este procedimento cirúrgico transformou-se como padrão ouro na correção da DRGE. É uma técnica cirúrgica minimamente invasiva e tem-se mostrado efetiva no controle do refluxo, onde a agressão cirúrgica é muito menor, os pacientes apresentam uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, podendo retornar mais rapidamente às suas atividades habituais.
Muitas vezes o procedimento é feito ambulatorialmente ou em regime de day-hospital.
Assista ao vídeo em que o Dr.Pablo Miguel explica a cirurgia de correção do refluxo clicando aqui.
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