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Hérnia de Hiato
Quando a parte superior do estômago sobe para o tórax através do hiato (abertura) do diafragma diz-se que há hérnia de hiato.
Com freqüência a hérnia está associada à doença do refluxo gastroesofágico e admite-se que em alguns casos possa agravar essa doença. Mas pode haver doença do refluxo gastroesofágico sem a presença de hérnia hiatal e pode haver hérnia sem existir refluxo.
Provavelmente a hérnia desenvolve-se com a idade e é, muitas vezes, um processo comum depois dos 50 anos. Com freqüência o refluxo pode ocorrer apenas pela modificação da posição do denominado esfíncter esofágico inferior, pois caso esteja situado acima da junção gastroesofágica, pode sofrer a influência da pressão negativa exercida pelo tórax, e tornar-se hipotônico.
DIAGNÓSTICO DA HÉRNIA DE HIATO
ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA
Para confirmar o diagnóstico inicia-se pela endoscopia digestiva alta, até porque algumas doenças se manifestam do mesmo modo que o refluxo, e a endoscopia digestiva alta permitem observar se o esôfago apresenta alterações de sua mucosa (tais como esofagite) ou se há a presença de uma hérnia de hiato.
No entanto, a ausência de alterações endoscópicas não exclui o diagnóstico de refluxo gastroesofágico, já que 25 a 50% dos pacientes com sintomas típicos apresentam endoscopia normal, sendo portadores de doença do refluxo não-erosiva. Apesar de não ser o método ideal para constatar a presença de refluxo gastresofágico, a endoscopia permanece sendo o exame inicial, pois permite avaliar a gravidade da lesão da mucosa esofágica e realizar biópsias sempre que necessário.
ENDOSCOPIA POR CÁPSULA
O exame com cápsula esofágica proporciona um diagnóstico seguro e preciso uma vez que a cápsula faz fotos de todo o esôfago e é capaz de fornecer a exata localização de cada imagem. Assim, toda e qualquer anomalia é registrada em detalhes.
As principais doenças verificadas são o esôfago de Barret, resultado do agravamento do quadro de refluxo esofageano, e a esofagite. Também os portadores de varizes esofágicas podem utilizar o método para o controle de sua evolução. As imagens também podem apontar a existência de tumores. Na maioria dos casos, o sintoma preponderante a ser investigado, que indica a realização do exame, é a azia crônica, resultado do refluxo gastroesofágico.
À rapidez, segurança e conforto na realização do exame, soma-se a acuidade em sua interpretação, realizada por computador, que compara as imagens obtidas com as de um banco de dados que contempla todas as possibilidades de doenças e anomalias. O resultado é um diagnóstico altamente preciso.
A PillCam ESO é uma opção à endoscopia tradicional alta, até agora, o único método endoscópico disponível para o diagnóstico de doenças do esôfago. A principal diferença é o fato de as cápsulas serem não-invasivas, dispensando sedação e período de recuperação pós-exame. No caso do exame do esôfago, por exemplo, o paciente retoma vida normal imediatamente após sua realização, que não demora mais do que 20 minutos a contar da ingestão da cápsula. Outra diferença é que o método é considerado um exame fisiológico, pois dispensa a utilização de drogas que podem vir a causar a alteração da motilidade do órgão examinado.

O exame por cápsula não provoca nenhum tipo de dor ou desconforto, já que a cápsula é do tamanho de um multivitamínico, de fácil ingestão, e sua eliminação também ocorre de forma natural.
Durante o exame do esôfago, o paciente fica recostado, com o gravador de imagens na cintura e alguns transmissores presos ao abdômen – muito semelhantes aos utilizados na realização de eletrocardiogramas.
Tenha mais informações sobre o Exame por Cápsula inclusive através de vídeos clicando aqui.
PHMETRIA ESOFÁGICA DE 24 HORAS
O melhor método é a análise do pH do trato digestivo para medir o grau de acidez do estômago e do esôfago. Essa medida é tomada durante 24 horas por um exame chamado Phmetria.
Uma sonda muito fina com vários pequenos sensores é introduzida no nariz do paciente, locada em seu esôfago que faz anotações eletrônicas do numero e da intensidade dos episódios de refluxo durante todo o dia naquele meio. Paralelamente, o paciente vai registrando tudo o que sentiu ou fez no decorrer do exame. Se teve dor ou azia, sinaliza. Se fez uma refeição ou deitou-se, sinaliza. A composição dos dados obtidos permite verificar a presença de refluxo em determinados momentos. De acordo com os dados colhidos, é possível dizer com certeza se o paciente é ou não portador de refluxo gastroesofágico patológico. O software analisa digitalmente a imensa quantidade dos dados coletados, gerando um relatório analítico, com uma escala de mensuração, em linguagem internacional, denominada de Índice de DeMeester.
MANOMETRIA
A manometria esofágica mede a pressão da musculatura da região esofagogástrica (esfíncter esofagiano). Esta musculatura exerce um mecanismo anti-refluxo, e quando ocorre a sua fraqueza, o paciente apresenta a predisposição ao refluxo.Da mesma forma que a PHmetria de 24 horas, a manometria é um exame complexo, pois registra a quantidade e a qualidade das contrações esofágicas, em todo o seu comprimento. Várias doenças podem ser diagnosticadas apenas através da observação de padrões anormais das ondas contráteis do esôfago. Outro dado de suma importância do exame de manometria é determinar exatamente a posição do esfinter esofágico inferior. Várias patologias diferem de acordo com estes dados.Tais como acalasia, esôfago em quebra nozes, ou simplesmente uma posição intratoráxica que ocorre na presença de hérnias hiatais.

RAIO X CONSTRASTADO
Método que avalia o contorno interno do esôfago, permitindo a análise de distúrbios de contração, úlceras e estenoses (estreitamentos), mas não permite a análise das contrações como a manométrica nem a realização de biópsias como a endoscopia, exame realizado com a deglutição do meio de contraste a base de sulfato de bário.
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